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Mostrando postagens de outubro, 2008

O Sonho

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Um dia acordei pela manha com as últimas imagens do sonho que tive naquela noite, ainda sentia as gotas de água fria que salpicaram minha cara ao debater-se no ar um peixe de quase trinta centímetros preso por um anzol. Havia sido pescado de cima da ponte em que estávamos e que era meu caminho habitual; como ás vezes acontece nos sonhos, não prestei atenção ao detalhe de quem era o pescador. O que me chamou a atenção estava embaixo, outro peixe, este enorme, meio boiando meio submerso de barriga pra cima nas águas tranqüilas do rio; tão grande como uma pessoa tinha uma enorme cicatriz aberta, de onde foi pescado, entre outros, o relutante peixe que me salpicou a cara me dando um grande susto ao ponto de despertar-me. Quem se arrisca a interpretar?

Dias Felizes

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Fechei os olhos e por um instante revi lugares em que estive em dias que, pela frescura das imagens, a beleza dos lugares e a vivacidade com que se conservam em minha memória me levam a pensar que podem ter sido os mais felizes. Nada é mais animador que o que sinto quando recordo tais dias, combustível indispensável para seguir, sabendo que são verossímeis.

Silencios

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Às vezes me refugio no silencio; Elimino o som do televisor e vejo que as imagens me transmitem muito mais assim. Percebo que a ausência de som não é ausência de vida e a falta de palavras não é solidão. Tantos discursos estão construídos com palavras e sons que ao cessar-los adquiro algo de independência. As imagens retransmitidas sem palavras deixam possibilidades de interpretá-las com calma, como são. Assim é mais difícil mentir. Silêncios voluntários em uma conversa podem dizer mais que palavras. E estas, desconfio, estão feitas para convencer a nos mesmos ou ao interlocutor. Com elas nos comunicamos eu sei; mas num determinado nível, na intimidade entre as pessoas de uma casa, de uma relação e até mesmo de uma aldeia inteira são dispensáveis; no intercambio de olhares se desliza cumplicidade, paixão, repúdio ou acolhimento, carinho e até mesmo ódio. As palavras têm seu momento imprescindível e diante de sua força não está mal saber atravessar as águas convulsas das emoções para, q...