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Mostrando postagens de dezembro, 2008

Eu confesso

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Tenho uns poemas escritos na minha junventude que nao mostro à ninguem e que já estiveram durante um tempo na condiçao de renegados, arquivo morto entre minhas coisas... Restaurados e reetabelecidos guardam um ar rebelde, de resitência, elo com uma época que viví. Um vínculo muito especial com um tempo levado a plenos pulmoes; quando de carona se ía a qulalquer parte do país e o que tomávamos na vêia era amor platônico ou paixao de verao, cumplicicade com a subversao ou até mesmo militância e risco no parto de um país a transformar-se. Admito; coisas fúteis também, como velocidade, camping selvagem, festivais e fogueira debaixo das estrelas... A vida é o que você vívi; você é as coisas que viu, lugares que conheceu, com cor cheiro e som. Respire fundo, ouça e veja: “estamos rodando, luz, câmera, ação!”. E o melhor de tudo isso é que estamos no comando e podemos escolher, cada um dentro de sua margem de manobra, o rumo de sua própria história.

Sem título para falar da morte

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A morte tem paciência e não tiro olho da batalha interna que enfrenta cada um. Aqueles que aceitam a efemeridade da vida e das circunstancias, que estamos todos de passagem aqui atraem com seu sorriso a fortuna. Os que têm vertigem e vêm seu fim desenhado no fundo do abismo e se sentem cansados, descontentes e infelizes são acompanhados com predileção pela morte. Estes já estão convencidos e o tênue fio que os sustenta pende de seu apego ao mundo e às coisas materiais; perdê-lo é o abismo em que imaginam seu fim. Aqueles primeiros e poucos, com sua convicção não se permitem apegar-se ao que não cabe na “bagagem” espiritual, único bem que se pode levar consigo aonde quer que vá. Nela cabem sensações recolhidas ao longo da vida, com que vamos compondo um patrimônio invisível, porém suficientemente forte, um tronco da alma; ao ponto de poder caracterizar-nos como felizes ou tristes, fortes ou fracos, aspectos estes, importantes e decisivos no momento final.  A morte ronda os moribundo...