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Cartaz de Cinema

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Por vezes sinto a morte passar perto de mim; ora em alguém que morre junto da gente, ora em quem, pela morte seduzido, sem saber, com palavras salvei. Um tiro já me pegou de raspão. Numa viagem pela rodovia 381 vi a vô pela greta. Mesmo meu cachorrinho, por estes dias, num acesso foi sondado; não fosse as fortes massagens feitas em seu peito teria ido. E tantos ela tem levado; de mim levou um grande amigo de infância, os avós maternos e alguns conhecidos... , e eu que não esqueço amigos de infância, que sou o primeiro neto de meus avós maternos... A vida, porém, me sorri todos os dias, como donzela debruçada em janela de casarão antigo, numa rua que é meu caminho diário. Inocente ou indiferente ela ignora a morte a espreitar nosso namoro, flerta comigo. Penso nela (a vida) o dia todo, as coisas mais sutis me levam a ela: um cartaz de cinema, um casal de andorinhas a brincar no beiral do telhado, um pacote de viagens. Eterno enamorado não quero perder nenhuma cena da vida, todos os dias...

Relembro agora

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No final da década de 80 percebi a necessidade de buscar mais qualidade de vida. Morar num grande centro urbano era expor-me ao convívio direto com desigualdades sociais bastante características de nosso país. Naquela época as ruas de Belo Horizonte tinham um número de indigentes, bastante expressivo e o sentimento de injustiça provocava em mim uma melancolia incômoda, incompatível com qualquer nível de qualidade de vida. Foi quando me mudei para Caeté-MG.