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Mostrando postagens de setembro, 2008

Diario de mochila I

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Uma enorme parabólica sensitiva rastreia um vasto âmbito do universo; seu movimento é lento, mas suas placas côncavas podem captar qualquer sinal que se emita de qualquer lugar e repetir-lo dentro do raio que varre, no momento exato em que executa sua patrulha extra-dimensional. No entanto, nebulosas, distrações pessoais e coletivas, tempestades atmosféricas, obsessão consumista, eclipses, alienação espiritual e fundamentalismo, outros efeitos colaterais da natureza e de comportamentos ancestrais não superados interferem nos sinais que chegam em intermitências variadas e sutis. As vezes, alertado por dados confusos e aparentemente insípidos, por imagens caóticas que não se plasmam completamente ou mesmo por curiosidade saio da comodidade de meu sofá, atravesso a sala e pela porta dos fundos me dirijo ao suporte com que elevo ao mais alto que posso minha antena e giro a base em busca de sintonia.

Diario de mochila II

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Quero voltar ao tempo em que se via e se distinguia as pessoas pela alma. Cada um era um universo, com seu sol, satélites e estrelas quando, atravessando camadas pessoais como cor de pele, religião, etnia, nacionalidade, preferência sexual ou classe se enxergava através dos olhos a pessoa que está no fundo de cada um, e um forte aperto de mão era uma saudação sincera em todos os lugares. Quero voltar ao tempo da inocência.

Diário de mochila III

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As vezes as coisas têm para mim um preço que vão além do que aparentam e são mais difíceis que pensava e quando se convertem em um sacrifício penso que não será passível, superior às forças que tenho... Quando é assim a única coisa que me resta é afastar e alongar meus limites sem desrespeitá-los bater meus próprios recordes; isso impede que eu desista e que com a vontade de superar-me descubro que posso mais que pareço.

O Sentido de Tudo

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…quando você vai a algum lugar por seu próprio esforço e determinação… E coincide que há calmaria… quando ainda restam horas de um bom dia… Quando nuvens se insinuam ameaçando tapar-lhe o sol que brilha para você, mas se vê que estão fragmentadas, com gretas e até com lacunas inteiras de luz permitindo equacionar os tempos claros e escuros;  que você vai ter, a intervalos na intermitência do tempo, de situações, da posição geográfica, do lugar em que você está…e talvez até do que você sente naquele momento ... é que se vê que,   tudo tem um sentido.